Baseado no romance Mal di Pietre, de Milena Agus. Foi ovacionado na 69ª edição do Festival de Cannes. A história do livro se passa na Itália. Já a do filme se passa na França. O desejo feminino aprisionado pelas amarras de um casamento infeliz.
O leitmotiv do novo filme da atriz, roteirista e diretora francesa Nicole Garcia já originou grandes obras literárias, cujos exemplos mais monumentais são Anna Karenina, de Liev Tolstói e Madame Bovary, de Gustave Flaubert.
Um Instante de Amor, baseado no romance homônimo de Milena Agus, é um dos filmes mais destacados do Festival Varilux de Cinema Francês de 2017.
O longa-metragem, que esteve em competição pela Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2016, é um trabalho competente, cedendo a muitos convencionalismos em determinados momentos, mas cujo conteúdo consegue ainda trazer novo fôlego para o tema. Delicadeza é mesmo o predicado que domina o filme de Garcia.
Um Instante de Amor é essencialmente feminino. Dirigido, roteirizado e protagonizado por mulheres, que entregam à obra uma visão muito própria desse universo.
A direção da francesa é bastante clássica, sem grandes ousadias, mas consegue entregar uma belíssima cena de sexo entre Gabrielle e o tenente André Sauvage (Louis Garrel), homem que ela conhece no hospital onde começa a tratar sua doença renal.
Mas o destaque do filme fica mesmo por conta da atuação intensa e amalgamada de Marion Cotillard, uma das grandes atrizes em atividade.
Se o roteiro e a direção de Nicole Garcia são bons, mas não chegam a brilhar, a atuação da atriz francesa alavanca Um Instante de Amor a outro nível.
Trecho do texto: www.planocritico.com/critica-um-instante-de-amor/

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